Músicas viscerais de encerramento de show


“O final de um show é um mix de emoções. O show está acabando e já estamos nostálgicos, mas algumas bandas guardam o seu melhor para o final!”





Paradise City – Guns N’ Roses

Essa é a sexta faixa de um dos discos de estreia mais aclamados do hard rock. A banda californiana Guns N’ Roses mostra no álbum “Appetite for Destruction” uma sequencia incrível de musicas pesadas intercaladas com um feeling cativante e rítmico. Depois de 5 músicas, surge uma guitarra semi-limpa dedilhando um Sol maior. É como um chamado para guerra! Essa música desde sempre foi a escolhida para encerrar os shows da banda, mesmo após 30 anos de carreira cativa todos que comparecem aos shows.

A canção começa com uma vocalização conjunta da banda cantando: “Leve-me de volta á cidade do paraíso, onde a grama é verde e as garotas são bonitas, leve-me para casa…”.  A letra já narra certa nostalgia, o que torna ainda mais poderosa como encerramento. Quando menos se espera, a música muda, tornando-se um petardo impressionante, como tiros em plena guerra! Até que o refrão ressurge melodicamente embalando um público já extasiado.

A guitarra de Slash puxa solos rápidos e um leve contra tempo no meio, que soa como uma finalização, com repetições de desenhos, até que se emenda um novo verso, mais feroz, acompanhando um último folego da plateia delirando e gritando mais uma vez o refrão já em clima de despedida. E por fim, o vocalista grita a frase “Take me home” (Leve-me para casa) duas vezes, enquanto o baterista faz uma analise das peles de seus tambores rapidamente até que a música se torna ainda mais empolgante e rápida,  e o que se segue são improvisos de guitarra e repetições das frases mais marcantes da música até chegar á um fim que derruba qualquer plateia e os fazem ir para casa com aquele sorriso de satisfação.

Rock You Like a Hurricane – Scorpions

Depois de lançar o aclamado álbum “Blackout”,que deu ao Scorpions em 1982 uma posição de destaque no cenário de hard rock. Porém, foi só no nono álbum de estúdio  “Love at Firt Sting” que os veteranos alemães conquistariam o público e se consagrariam de vez. O álbum traz a canções memoráveis como “Still Loving You”, “Bad Boys Running Wild” e “Big City Nights”, mas o seu maior êxito e também uma das canções que definem a banda até hoje é Rock You Like a Hurricane”. Esta que se tornou carta marcada nos shows da banda e é uma verdadeira canção de encerramento. Com um riff mais que poderoso, os versos lentos geram um mix de emoções na plateia, que tem tempo para descansar até vociferar o refrão várias e várias vezes “Aqui estou, sacudindo você como um furacão”!

Enter Sandman – Metallica

Essa faixa foi o primeiro contato dos fãs do Metallica com o icônico “Black Álbum” que foi lançado em 1991. Este álbum marcou uma mudança de estilo da banda, e em decorrência disso, alguns fãs inferiram diversas críticas negativas, afirmando que os músicos haviam abandonado o estilo Trash para lançar algo meramente comercial.  Mas esse lançamento acabou se tornando o maior sucesso do grupo e a música de abertura “Enter Sandman” tornou-se um hino!  O riff introdutório intercalando com a bateria vai conduzindo a canção até explodir as distorções. A letra nos dá uma aula de como fazer uma oração e ao mesmo tempo contar uma história de terror para alguém dormir. O refrão vem chegando e nos conduz à aura de que o show está no fim  e é hora de partir: “Exit light, (Sai a luz), Enter night, (Entra a noite),Take my hand…(Pegue minha mão),We’re off to never neverland(Estamos rumando pra terra do nunca)”.   

The Final Countdown – Europe

Essa faixa do álbum homônimo da banda sueca Europe trouxe para eles fama internacional. Ela é a abertura do álbum, mas curiosamente se chama “A contagem Final”. Diferente do album, nos shows ela migra para o seu devido lugar: Um incrível encerramento! Com uma frase de teclado que a torna uma daquelas misteriosas canções de fim de mundo e suspense com que pode acontecer, mostra nos primeiros versos cantados por Joey Tempest, uma letra e aura  de despedida. Com tanto reverb que parece levar o ouvinte para outra dimensão, ela se torna uma canção viciante de pular junto com o ritmo do contrabaixo, teclado e os gritos de contagem final. Quando de repetente, surge um solo mais rápido que a velocidade do som que faz todos os espectadores ficarem balançando a cabeça para um lado e para o outro com a boca aberta, tentando acompanhar os dedos do guitarrista John Norum.

For Those About to Rock (We Salute You) – AC/DC

“Para todos que são do rock, nós saudamos vocês!” Não há maneira melhor de encerrar ou abrir um show do que com uma frase como esta não é mesmo? Como o AC/DC decidiu abrir os seus shows com canções de seus álbuns novos, de suas respectivas turnês de cada época, então ficou a cargo de uma de suas mais poderosas canções, que não são “Back in Black” ou “Highway to Hell”, a tarefa de encerrar com maestria um das maiores concentrações de riffs baseados em Lá, Sol,Ré e Mi da historia criando musicas diferentemente empolgantes uma após a outra com um frenesi constante de “tus e tás” de bateria.

Paranoid – Black Sabbath

A banda que inaugurou um estilo de músicas sombrias e arrastadas, conquista seu maior êxito com uma de suas musicas mais rápidas e simplistas. Paranoid põe fim nos, muitas vezes, curtos set lists do Black Sabbath e Ozzy Osbourne deixando o público com uma paranoia (rsrsrs) de que o show ainda não acabou. Com um riff simples e poderoso, por ironia do destino, foi uma daquelas músicas feitas em cerca de 20 min de última hora para completar o álbum já pronto, não só se tornou o nome de um dos álbuns mais influentes de todos os tempos, como também um dos riffs mais populares e mais fáceis de serem identificados até por leigos no assunto.




KISS – Rock and Roll All Nite

“Mesmo com o fim do show de uma das bandas com a melhor performance de palco desde sempre, o rock deverá continuar rolando noite adentro com festas todos os dias!” É o que diz a letra de mais uma música típica de encerramento (épico) de show digna de chuva de papel picado e músicos sendo elevados dentro do palco, cuspindo fogo e sangue, andando de tirolesa e soltando fogos de artifício pelos instrumentos.

Lynyrd Skynyrd – Free Bird

Estamos falando de músicas viscerais de encerramento de shows, e surge uma canção que começa singela e lenta, com letra contando que se está livre como um pássaro e que esse pássaro nunca irá mudar, e de repente a própria música muda totalmente, acelera e entrega um dos melhores solos de guitarra de todos os tempos com trechos que ficarão dias martelando na sua cabeça repetidamente.

Paul MacCartney – Golden Slumbers/Carry That Weight/The End

Essa trinca musical marca o fim da carreira da banda The Beatles. Elas foram lançadas no álbum “Abbey Road” em 1969, que apesar de ser o penúltimo álbum lançando foi o último á ser gravado. E como a banda á altura do lançamento do enigmático álbum do cruzamento da faixa de pedestres já não se apresentavam ao vivo, ficou á cargo de Sir. Paul MacCartney cravá-las no encerramento de seus shows. A letra de “Golden Slumbers” conta sobre um caminho de volta para casa, dormir e não chorar porque ainda resta uma bela canção de ninar (nada mais sugestivo). O clima é quebrado com a deixa de “Carry That Weight” que infere uma frase insistente, que dizem ser uma admissão dos próprios Beatles que a banda estava acabando, que a carreira solo não seria a mesma coisa e que toda a banda carregaria um fardo de ser um beatle por muito tempo. E por fim “The End”, que diferente das outras duas músicas mostra mais “peso” e ao mesmo tempo parece ser uma “jam session” de agradecimento ao público da banda e uma declaração de amor á todos eles. Seguindo com um inspirado solo de bateria de Ringo Starr e de guitarra de George Harrison,encerrando-se com a enigmática frase: “E no final, o amor que você recebe, é igual ao que você faz.”

Jack White – Seven Nation Army

Essa música demonstra o poder de um riff matador. Esse tipo de riff de guitarra pode ser cantarolado facilmente e se tornou uma espécie de nova “We Will Rock You – Queen” mexendo com as torcidas esportivas nas arquibancadas e inspirando atletas mundo á fora. A letra fala sobre lutas e conquistas. Ela já é boa somente com dois artistas no palco executando-a como a banda White Stripes fazia, mas a nova roupagem dessa música realizada pela carreira solo de Jack White, atorna-a ainda mais grandiosa. O coro da plateia é de arrepiar.  E por isso, ela conquistou o seu lugar entre as maiores músicas viscerais de encerramento de show.

E por falar em riffs de guitarras que podem ser cantados…

Black Night – Deep Purple

Com uma das introduções de baixo mais memoráveis essa musica quase sempre encerrou os shows da banda inglesa Deep Purple, dividindo esse cargo com o cover de Little Richard “Lucille”  ,“Space Truckin’ ”, Smoke on the Water e Highway Star. Space Truckin soa bem mais pesada, mas não há maneira melhor que encerrar um show cantando junto com riff principal de “Black Night”, essa trinca fecha os shows da banda desde 1970 época em que foi lançada como um single e só posteriormente foi incluída na versão de aniversario de 25 anos álbum “In Rock”.

Essa lista irá continuar em futuros posts relembrando mais músicas como essas!

E para você amigo leitor quais são, na sua opinião, as músicas mais viscerais de encerramento de shows de rock? Comente!